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Domestic Violence in the Brazilian Immigrant Community During the COVID-19 Quarantine

Updated: Oct 6

Author/Autora: Natalia Ahn

Translation/Tradução: Nathalia Zachello


I am an immigration paralegal living and working in Brooklyn, NY, as well as an advocate for women’s rights. Unfortunately, during the quarantine a lot of my compatriots (Brazilian women) are having their lives jeopardized because they are in quarantine with their abusers[1].

What can we do? As a community and as women we need to try to empower and educate each other as much as we can. In an ideal world we would not have to worry about abusers, but unfortunately this is not the situation for many, and because of this I have been providing resources and information like hotlines, shelters and legal resources for those in need.

The majority of abusers know their rights, and often are greencard holders or US citizens. The victimized spouses are not as informed and are undocumented or in the process of legalization. This lack of knowledge and status leads to a lack of power that contributes to abuse.

Disclosure: All the stages presented below are based on my own socio-legal experience. Each case/victim is different, and it may not follow this order. If you are a victim of domestic violence, this information may be triggering.

The First Stage of the Abuse:

The first stage of abuse is immigration threats. If the abuser is annoyed or mad for any reason, they might use their spouse’s immigration status against them. The abuser might threaten to leave their spouse, call ICE to detain their spouse, cancel their USCIS application case or even say verbal threats like, “If I leave you, you cannot stay in the United States! That’s my country.” To be clear, this is not true. The abuser is not the owner of the United States of America, and there are other ways to stay in the United States legally.

The Second Stage of the Abuse:

The second stage of abuse is verbal. The abuser will often call their spouse names or humiliate them, calling them “stupid,” or saying “you are nothing,” or even use profanities. In this stage, as well as the first and third stages, the victims often suffer in silence and many do not reach out for help at this point in the abuse cycle.

The Third Stage of the Abuse:

The third stage of abuse is marital rape. This is a triggering topic with many victims convincing themselves that marital rape is “ok,” even excusing their abuser’s behavior with phrases like “he’s just drinking more” or “he’s just at home more often than usual.” Any time sex is not consensual, it is rape, even within the context of a married couple. Rape is not ok and should not be tolerated on any level. In this stage, the victim is suffering in silence –especially if the abuser and victim are married due to the common stigma that married women cannot be raped if their rapist is their husband. Every person is entitled to consent.

The Fourth Stage of the Abuse:

The fourth stage of abuse is physical aggression. It is in this stage where a majority of the victims who do speak out, will speak out. And it is during this stage that the victim can come to realize the lingering abuse from examining the other stages of the abuse cycle.

It is important to note that, while we often speak of relationships between the abuser and victim as typically male and female, abuse can effect any person, no matter the gender or sexual orientation. Further, abuse also affects any race, religion, and socio-economic status. It is also important to note that each case and victim is unique – we should not generalize.

If you feel you may be in an abusive relationship or may be the victim of domestic violence please reach out to any of the resources below.

Garra

Can help you with a safety plan and connect you with non-emergency resources

hello@garrabr.org 718-619-8529

The New York State Domestic and Sexual Violence Hotline

Provides interpretation in Portuguese

1-800-942-6906

The National Domestic Violence Hotline

https://www.thehotline.org 1-800-799-7233

Trans Lifeline: The North American transgender support hotline

https://www.translifeline.org/hotline or 877-565-8860

National Suicide Prevention Lifeline

https://suicidepreventionlifeline.org or 1-800-273-8255

Article/Video Recommendation

Sarkis, S. (2017, January 22). 11 Warning Signs of Gaslighting. Retrieved July 22, 2020, from https://www.psychologytoday.com/us/blog/here-there-and-everywhere/201701/11-warning-signs-gaslighting

Hunty, R. V. (Producer). (2019, May 14). MULHER: CENTRO DE REABILITAÇÃO [Video file]. Retrieved from https://youtu.be/OEr0kbUrNUs

Versão em português traduzida por Nathalia Zachello

Violência Doméstica Na Comunidade Imigrante Brasileira Durante a Quarentena de COVID-19

Eu sou uma assistente jurídica (paralegal) de imigração que mora e trabalha em Brooklyn, NY, e defensora dos direitos de mulheres. Infelizmente, durante a pandemia, muitas das minhas compatriotas (imigrantes brasileiras) têm suas vidas em risco porque estão em quarentena juntamente com seus agressores.

O que podemos fazer? Como comunidade e como mulheres, precisamos tentar empoderar e educar umas às outras o tanto quanto possível. Em um mundo ideal, não teríamos que nos preocupar com agressores, mas infelizmente essa não é a situação de muitos, e por isso tenho fornecido recursos e informações como linhas diretas, abrigos e recursos legais para aqueles que necessitam.

A maioria dos agressores conhece seus direitos e, muitas vezes, são cidadãos americanos ou têm greencard. As vítimas não são tão informadas sobre seus direitos e frequentemente estão em situação irregular ou em processo de legalização. Essa falta de conhecimento e falta de status de imigração leva a uma falta de poder que contribui para o abuso.

Importante: todos os estágios abaixo foram baseados na minha experiência legal e social, cada caso/vítima é diferente, e pode ou não seguir essa ordem. Se você está sendo vítima de abuso doméstico a informação abaixo pode ser um gatilho.

O Primeiro Estágio do Abuso:

O primeiro estágio do abuso são as ameaças sobre imigração. Se o agressor estiver irritado ou bravo por qualquer motivo, ele pode usar o status de imigração de seu cônjuge (a vítima) contra ele. O agressor pode ameaçar deixar seu cônjuge, ligar para o ICE para deter seu cônjuge, cancelar seu caso ou aplicação no USCIS ou até mesmo dizer ameaças verbais como: “Se eu te deixar, você não pode ficar nos Estados Unidos! Esse é o meu país. ” Para deixar claro, isso não é verdade. O agressor não é dono dos Estados Unidos e existem outras maneiras de permanecer legalmente nos país.

O Segundo Estágio do Abuso:

O segundo estágio do abuso é verbal. O agressor pode xingar a vítima ou a humilhar, chamando-a de “burra”, ou dizendo “você não é nada” ou até mesmo usando palavrões. Nesta fase, assim como na primeira e na terceira fases, as vítimas muitas vezes sofrem em silêncio e muitas não procuram ajuda neste ponto do ciclo de abuso.

O Terceiro Estágio do Abuso:

O terceiro estágio do abuso é o estupro marital. Este é um tópico que representa um gatilho para muitas pessoas, com muitas vítimas se convencendo de que o estupro conjugal é "ok", até mesmo desculpando o comportamento de seu agressor com frases como "ele está apenas bebendo mais" ou "ele apenas está em casa com mais frequência do que o normal".

Sempre que o sexo não é consensual, é estupro, mesmo no contexto de um casal casado. Estupro não é ok e não deve ser tolerado em nenhum nível. Nesta fase, a vítima sofre em silêncio - especialmente se o agressor e a vítima são casados ​​devido ao estigma comum de que as mulheres casadas não podem ser violadas se o estuprador for o marido. Toda pessoa tem direito ao consentimento.

O Quarto Estágio do Abuso:

O quarto estágio do abuso é a agressão física. É nesta fase que a maioria das vítimas procuram ajuda, embora não todas. E é durante esse estágio que a vítima pode perceber a persistência do abuso examinando os outros estágios do ciclo.

É importante mencionar que, embora muitas vezes falemos da relação entre o agressor e a vítima como tipicamente masculino e feminino, o abuso pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sexo, gênero, ou orientação sexual. Além disso, o abuso também afeta qualquer raça, religião e status socioeconômico. Também é importante observar que cada caso e cada vítima é única – não devemos generalizar.

Se você acha que pode estar em um relacionamento abusivo ou que pode ser vítima de violência doméstica, entre em contato com qualquer um dos recursos abaixo.

Garra

Ajuda com planejamento de segurança e a conectar com recursos não-emergenciais

hello@garrabr.org 718-619-8529

The New York State Domestic and Sexual Violence Hotline

Tem intérprete em português

1-800-942-6906

The National Domestic Violence Hotline

https://www.thehotline.org 1-800-799-7233

Trans Lifeline: Apoio para pessoas trans

https://www.translifeline.org/hotline or 877-565-8860

National Suicide Prevention Lifeline

https://suicidepreventionlifeline.org or 1-800-273-8255

Artigos/Videos Recomendados:

Sarkis, S. (2017, January 22). 11 Warning Signs of Gaslighting. Retrieved July 22, 2020, from https://www.psychologytoday.com/us/blog/here-there-and-everywhere/201701/11-warning-signs-gaslighting

Hunty, R. V. (Producer). (2019, May 14). MULHER: CENTRO DE REABILITAÇÃO[Video file]. Retrieved from https://youtu.be/OEr0kbUrNUs

[1] Tolan, C. (2020, April 04). Some cities see jumps in domestic violence during the pandemic. Retrieved July 22, 2020, from https://www.cnn.com/2020/04/04/us/domestic-violence-coronavirus-calls-cases-increase-invs/index.html


About/Sobre Natalia Ahn:

Masters in Human Rights and Immigration Paralegal, from Pará, Brazil, living in New York, USA, vegan, mother and student; feminist, advocate for domestic violence victims and gender, believes that education is our combat "weapon". When becoming a mother found in writing a way to protest and activism.


Mestranda em Direitos Humanos e Paralegal de Imigração, paraense, atualmente residindo em Nova York, EUA, Vegana, mãe e estudante; feminista, ativista que luta contra violência doméstica e de gênero, acredita que a educação é nossa "arma" de combate. Ao se tornar mãe encontrou na escrita, uma forma de protesto e ativismo.


About/Sobre Nathalia Zachello:

Graduated in Business Management at PUC-SP, from São Paulo and currently living in Louisville, Ohio, USA. Animal lover, consequently vegetarian in the transition to vegan, mother of two girls. Believes that education and information are essential to survive.


Formada em Administração pela PUC-SP, paulistana, atualmente residindo em Louisville, Ohio, EUA. Animals lover, consequentemente  vegetariana em transição para o veganismo, mãe de 2 meninas. Acredita que a educação e a informação são essenciais para sobrevivência.

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