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Como brasileiras estão lidando com a crise do COVID-19

Updated: Apr 3

by: Viviane Faver




Mulheres imigrantes enfrentam desafios particulares durante a pandemia do COVID-19. Muitas não têm opção e são obrigadas a continuar trabalhando e  com isso, enfrentando lugares de risco e transporte público lotados, o que as torna mais suscetíveis ao vírus. 


O mais importante é saber que não estamos sozinhas. Procurar grupos de mulheres na mesma situação,  trocar informações e aprender com as experiências dos outros são alguns exemplos do que podemos fazer para manter a sanidade em meio a crise.


Renata Rosa, que se mudou do Rio de Janeiro para New Jersey há dois anos continua trabalhando todos os dias em Manhattan. “Preciso ir para o trabalho, pois tenho contas para pagar. Se eu tiver que parar será muito difícil honrar meus compromissos”, afirma a carioca.


Renata conta que todos os dias ela pega o Path Train que vai de New Jersey para Nova Iorque, completamente vazio. No máximo cinco pessoas dentro do vagão, tanto na ida quanto na volta.  


Para não entrar em desespero a carioca busca não gastar muita energia pensando sobre o futuro dessa crise ou nas coisas ruins que estão acontecendo. “Tento elevar meu pensamento para tudo que pode ser melhor e viver um dia de cada vez. Também pratico meditação em casa todos os dias de manhã e tem me ajudado bastante.”


Por falar em ajuda, é isso que busca a também carioca, Rafaela  Rangel, que mora em Nova Iorque há 11 anos. Rafaela é fundadora do grupo “Brasileiras de NY” do Facebook, uma página voltada para mulheres que está fazendo várias postagens sobre o assunto, mantendo  as leitoras informadas e oferecendo um espaço para troca de informações e até socialização entre as participantes.


Rafaela também teve que tirar seu filho da escola e está em casa com o marido, seguindo as recomendações das autoridades de saúde. “A única maneira de verdade de evitar a doença é cortar o contato com outras pessoas. Por isso não estamos saindo de casa nem recebendo visitas. Quanto mais rápido o vírus estiver sob controle, mais rápido nossas vidas voltam ao normal, então estamos fazendo tudo para ajudar”, explica.


Outro exemplo é a Mayra Wanderley, que veio de Recife para os EUA há 15 anos. Mayra é estudante de Saúde Pública no Queensborough Community College – CUNY e teve suas aulas suspensas sem previsão de retorno. Ela não gosta de estudar online e está ansiosa e preocupada com essa situação, esperando mais detalhes sobre as aulas de verão (que iniciam dia 26 de maio), pois não recebeu informações a respeito.


Assim como essas entrevistadas, cada caso é um caso e os medos e preocupações são diferentes em cada pessoa. Mensagens positivas combinadas com informações reais podem ser uma combinação vencedora quando o medo fala mais alto. O objetivo é concentrar-se em estratégias de segurança que possam equipar os membros da comunidade com as ferramentas necessárias para entrar em ação, protegendo a todos.  


O compartilhamento de informações sobre questões práticas dá aos membros da comunidade um senso de poder sobre a situação, o que pode diminuir o sentimento de desamparo e melhorar as perspectivas para o futuro.


E foi pensando nisso que Garra criou a página COVID-19 - Recursos. Lá você vai encontrar diferentes opções de ajuda para vários setores da sua vida como saúde, trabalho, impostos, ansiedade e depressão e vários outros assuntos relevantes para esse momento de crise.






Viviane Faver, Brazilian journalist based in New York covering

economy, art and sustainability for the following publications in Brazil and North America: O Dia, Coluna Conta-Gotas, Embarque na Viagem, Revista Plurale, The Brasilians (NY), and North News (CA).



How Brazilians are coping with the COVID-19 crisis


by: Viviane Faver


Immigrant women face particular challenges during the COVID-19 pandemic. Many have no option and are forced to continue working, taking public transportation, and placing themselves in situations that make them more susceptible to the virus.


The most important thing is to know that we are not alone. Looking for groups of women in a similar situation, exchanging information and learning from the experiences of others, are some examples of what we can do to maintain sanity amid a crisis.


Renata Rosa, who moved from Rio de Janeiro to New Jersey two years ago, continues to work every day in Manhattan. "I need to go to work, as I have bills to pay. If I stop working, it will be difficult to pay my bills," says the carioca.


Renata says that every day she takes the nearly empty Path Train from New Jersey to New York, commuting with at most 5 people in a train car, both ways.


In order to not feel anxious, the Carioca tries to not spend a lot of energy thinking about the future of the current crisis or the bad things that are happening. "I try to raise my thoughts to all that can be better and live one day at a time. I also practice meditation at home every morning, and it has helped me a lot."


Rafaela Rangel, another Carioca who has lived in New York for 11 years, is seeking to help others. Rafaela is the organizer of the Facebook group "Brasileiras de NY," a page aimed at women that are making several posts on the subject, keeping readers informed and offering a space for exchanging information and even socializing among the participants.


Rafaela took her son out of school and the two remain at home, along with her husband, following the recommendations of health officials. "The only real way to prevent the disease is to cut off contact with other people. So we are not leaving the house or receiving visitors. The faster the virus is under control, the faster our lives are back to normal, so we are doing everything to help," she explains.


Another example is Mayra Wanderley, who immigrated from Recife 15 years ago.Mayra is a student of Public Health at Queensborough Community College - CUNY and had her classes suspended with no expected date to return. She does not like to study online and is anxious and worried about the situation, waiting for more details about the summer classes (which start on May 26).


Like these women, each case is different, and the fears and concerns are different for each person. Positive messages combined with real information can be a winning combination when fear tries to speak louder. The goal is to focus on safety strategies that can equip community members with the tools necessary to take action, protecting everyone.


Sharing information on practical issues gives community members a sense of power over the situation, which can lessen the feeling of helplessness and improve the prospects for the future.


And it was with this in mind that Garra created the page COVID-19 - Resources. There you will find different help options for various sectors of your life such as health, work, taxes, anxiety and depression, and several other issues relevant to this moment of crisis.


Renata Rosa

Rafaela Rangel e família

Mayra Wanderley




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