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A solidão de uma Mãe imigrante nos EUA

Updated: Oct 6

Author: Natalia Ahn

Translation: Nathalia Zachello

The Loneliness of an Immigrant Mother in the U.S.


What is like to be a mom in the U.S.? Well, it depends on a series of factors. For instance, if you live in an urban area or the suburbs. In this reading, you’re going to find out my perspective regarding being an immigrant and facing motherhood in the United States.

Well, it’s important to recognize one aspect before going further here: We are going to talk about the loneliness of a middle-class and cisgender immigrant mother. (Intersectionality matters!).

My name is Natália and I am the mother of a girl soon to be 3 years old in Brooklyn, NY. I live surrounded by public parks, public libraries, public transportation and I am a full-time graduate student and a part-time worker; I do count on the support of my husband’s family once a week provided by my in-laws to watch my daughter and I also have a babysitter twice a week while I am at work.


After this beautiful introduction of my motherhood life. I invite you to my struggle: I am tired! I do not know a mom that would tell you the opposite. I’m not only physically tired but I’m also mentally tired. I am tired because of all the different roles that I have in my life. Before being a mom, I was and I still am a woman, so I wasn’t always that lonely. I used to have a lot of “friends”, but who wants to hang out with a woman that’s always tired? Our tiredness begins with our pregnancy, as well as the loneliness. Pregnancy can be a tired and lonely journey because you 1) You are creating a life, 2) As an immigrant and even though with a great family support sister from your spouse or friends, you miss your own relatives/family. So, hey, although we are mommas, we are still women. So please do not isolate us! Invite us to your events, make plans with us. Even if we cannot go, it’s good to feel appreciated.

Motherhood is a lonely journey and it is harder when we are far away from our families. So please, support immigrant mothers. Do not isolate them! Include them and their children at your events, they are women and still your friends, even though they are mothers now.

Include our children! We are still people. I know it seems like we are all in bubbles, but I know a lot of moms that would be so happy if someone comes and pops her bubble to get her out.

Well, during Covid-19 motherhood as an immigrant is being harder, forget about urban areas or suburbs, it is affecting all of us. To me, I am stuck inside my apartment with a toddler that has a lot of energy and remember about being a mom and tired, and all my different roles? Well, now I have all my different roles at the same place “Home Office” that’s more office, than home, I have caught myself working in times that I was “supposed to be at home”, but because of all the other roles, I did not have the time to satisfy this previous role. For instance, my online graduate school work and my work cases... On top of this, I have seen a lot of moms working on their sanities (mental health), what one may say “That’s amazing!”, Actually, not. I have seen a lot of us doing this in order to survive, I am one of those and you may be asking, survive what? Well, stay as healthy as we can (Mentally and physically) now more than ever because of the pandemic in order to take care of our children.


“It takes a village to raise a child” and I always used to say: yes, and yes! And that statement is actually true. I do respect your right to not have children, but our society needs to respect mine for having children and starting to treat my child as a citizen in construction. Again: Do not isolate our children. You do not have to love them, just respect them. As I already said, I do respect your right to not have children, but just because you do not want children, it does not means that you need to isolate a mother and a child of society, just because you did not want to have children and do not want to be around children. I am not generalizing, but personally, since pregnancy I have felt isolated from my community because I am a mother; remember your friend’s children are citizens in construction and your friend is still a woman before being a mom.


I cannot talk on behalf of all the moms out there regarding motherhood because we are all different individuals but what I can generalize in a message to all of us is, mommas, we are still individuals! Our voices matter. and non-mommas, embrace women with children, have more empathy, be supportive, be the one to say: “Hey do you need anything? I am going to be there this Saturday so you can wash your hair and shave in peace”. that’s the kind of support I’m talking about Let’s be here for each other as women and as a true sisterhood.

A solidão de uma Mãe imigrante nos EUA

Autora: Natalia Ahn

Tradutora: Nathalia Zachello


O que é ser Mãe nos Estados Unidos? Bom, isso depende de uma série de fatores. Por exemplo, se você mora em uma área urbana ou nos subúrbios. Nesta leitura, você irá encontrar uma perspectiva sobre ser um imigrante e lidar com a maternidade nos Estados Unidos.

É importante reconhecer um aspecto antes de ir mais adiante: Nós vamos falar da solidão de uma mãe de classe média cisgênero. (Interseccionalidade importa!)

Meu nome é Natália e eu sou mãe de uma menina de quase 3 anos de idade no Brooklyn em NY. Eu vivo cercada de parques públicos, bibliotecas públicas, transporte público e sou uma estudante em tempo integral e trabalho meio período; eu conto com o suporte da família do meu marido uma vez na semana que é fornecido pelos meus sogros, que cuidam da minha filha e eu também tenho uma babá duas vezes na semana enquanto trabalho.

Após essa linda introdução da maternidade em minha vida, eu os convido as minhas dificuldades: Eu estou cansada! Eu não conheço uma mãe que diria o oposto. Eu não estou apenas fisicamente cansada mas também mentalmente. Eu estou cansada por todos os papéis que eu exerço na minha vida. Antes de ser uma mãe, eu era e ainda sou uma mulher, então eu não estava sempre solitária. Eu costumava ter muitos "amigos", mas quem quer sair com uma mulher que está sempre cansada? Nosso cansaço começa na gravidez, assim como a solidão. A gravidez pode ser uma jornada cansativa e solitária por: 1) você está gerando uma vida 2) como imigrante, mesmo com um suporte familiar da família do seu marido e amigos, você sente falta dos seus familiares e amigos. Além de sermos mães, nós somos mulheres. Então não nos isole! Nos convide para seus eventos, façam planos conosco. E se não podemos ir mesmo assim nos sentiremos apreciadas.

A maternidade é uma jornada solitária e é mais difícil ainda quando estamos longe de nossas famílias. Então por favor, apoiem as mães imigrantes. Não as isolem. As incluam nos seus eventos com seus filhos, elas são mulheres e ainda suas amigas apesar de serem mães agora. Incluam nossos filhos! Nós somos pessoas. Eu sei que parece que estamos em bolhas, mas eu sei de muitas mães que adorariam ter suas bolhas estouradas para poderem sair.

Durante o Covid-19 ser mãe imigrante ficou ainda mais difícil. Esqueça sobre as áreas urbanas ou suburbanas, isso está afetando a todas nós. Para mim, eu estou presa dentro do meu apartamento com uma criança que tem muita energia e você se lembra sobre ser uma mãe e cansada por todos os papéis que eu tenho? Bom, agora eu tenho todos esses papéis no mesmo espaço "home office" que é mais escritório que casa e eu me pego trabalhando em horários que antes eram supostamente para ser "horário de casa", mas por causa de todos os outros papéis, eu não tive tempo de cumprir o papel anterior. Por exemplo, meus trabalhos online para o mestrado e meus casos... no topo de tudo isso, eu tenho visto muitas mães trabalhando nas suas sanidades (a saúde mental), o que muitos podem dizer "Isso é maravilhoso!", na verdade não é. Eu tenho visto muitas de nós fazendo isso para sobreviver, eu sou uma delas e você pode estar se perguntando, sobreviver a que? Bem, ficar o mais saudável possível (mentalmente e fisicamente) agora mais do que nunca por causa da pandemia para poder cuidar de nossos filhos.


"É preciso uma vila para criar uma criança" e eu sempre costumava dizer: sim e sim! E essa afirmação é verdadeira. Eu respeito o seu direito de não ter filhos, mas a nossa sociedade precisa respeitar o meu de ter e começar a tratar meus filhos como cidadãos em construção. Novamente: não isolem nossas crianças. Você não precisa ama-los, apenas os respeitem. Como eu disse, eu respeito o seu direito de não ter filhos, mas apenas porque você não quer filhos, isso não quer dizer que você precisa isolar a mãe e a criança da sociedade, apenas porque você escolheu não ter filhos e não quer estar ao redor deles. Eu não estou generalizando, mas pessoalmente, desde a gravidez eu me sinto isolada da minha comunidade porque eu sou uma mãe; lembrem-se que os filhos das suas amigas são cidadãos em construção e sua amiga ainda é uma mulher antes de ser mãe.

Eu não posso falar por outras mães sobre maternidade pois somos todos indivíduos diferentes mas o que eu posso generalizar em uma mensagem para todos nós é, mamães, nós ainda somos indivíduos! Nossas vozes importam. E para as mulheres que escolhem não ter filhos: abracem mães com filhos, tenham mais empatia, apoiem, sejam aquelas que dizem: "você precisa de algo? Eu estarei ai esse sábado para que você possa ir lavar seu cabelo e se depilar em paz". Esse é o tipo de apoio que eu estou falando. Vamos estar presentes umas para as outras como mulheres e uma verdadeira irmandade.


About/Sobre Natalia Ahn:

Masters in Human Rights and Immigration Paralegal, from Pará, Brazil, living in New York, USA, vegan, mother and student; feminist, advocate for domestic violence victims and gender, believes that education is our combat "weapon". When becoming a mother found in writing a way to protest and activism.


Mestranda em Direitos Humanos e Paralegal de Imigração, paraense, atualmente residindo em Nova York, EUA, Vegana, mãe e estudante; feminista, ativista que luta contra violência doméstica e de gênero, acredita que a educação é nossa "arma" de combate. Ao se tornar mãe encontrou na escrita, uma forma de protesto e ativismo.


About/Sobre Nathalia Zachello:

Graduated in Business Management at PUC-SP, from São Paulo and currently living in Louisville, Ohio, USA. Animal lover, consequently vegetarian in the transition to vegan, mother of two girls. Believes that education and information are essential to survive.


Formada em Administração pela PUC-SP, paulistana, atualmente residindo em Louisville, Ohio, EUA. Animals lover, consequentemente  vegetariana em transição para o veganismo, mãe de 2 meninas. Acredita que a educação e a informação são essenciais para sobrevivência.

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